A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) revisou para cima sua estimativa para a produção de milho no Brasil na safra 2025/26 e agora prevê um novo recorde histórico para o cereal. O ajuste reflete os resultados parciais da colheita em andamento e reforça o papel do país como um dos principais fornecedores globais de grãos, em um momento de forte demanda interna e externa.
Produção de milho supera projeções anteriores e atinge novo recorde
A Conab elevou sua previsão para a produção brasileira de milho em 2025/26 para 141,73 milhões de toneladas, um aumento de cerca de 1,5 milhão de toneladas em relação ao levantamento divulgado em junho.
Até o mês anterior, a estatal ainda projetava uma leve retração em comparação com a safra histórica de 2024/25, estimada em 141,2 milhões de toneladas. Com a revisão, a expectativa passou a indicar um novo recorde para o setor.
O Brasil ocupa atualmente a posição de terceiro maior produtor mundial de milho, atrás apenas dos Estados Unidos e da China. O país também figura entre os maiores exportadores globais do cereal, desempenhando papel estratégico no abastecimento internacional.
Segunda safra continua liderando a produção nacional
Mato Grosso impulsiona resultados da colheita
A atualização da Conab ocorre em meio ao avanço da colheita da segunda safra, conhecida como “safrinha”, que teve sua projeção elevada para 109,43 milhões de toneladas, ante os 107,86 milhões estimados no levantamento anterior.
Segundo a companhia, o principal fator para a revisão foi o desempenho observado em Mato Grosso, maior produtor de milho do país.
“Principal produtor do grão, Mato Grosso registrou condições climáticas favoráveis durante o ciclo, proporcionando um bom desenvolvimento da segunda safra de milho. Já em Goiás, Minas Gerais e Piauí os veranicos ocorridos em abril e maio influenciaram no desempenho da cultura”, informou a Conab.
Apesar da revisão positiva, a produção da segunda safra apresenta queda de 3,4% em relação ao ciclo anterior, devido aos impactos climáticos registrados em algumas regiões produtoras.
Primeira safra garante avanço do volume total
O recorde nacional foi sustentado principalmente pela primeira safra, colhida durante o verão. A produção desse ciclo aumentou mais de 4,5 milhões de toneladas em comparação com as estimativas anteriores, compensando parcialmente as perdas registradas em áreas afetadas por períodos de estiagem.
Exportações e consumo interno seguem em alta
Com a expectativa de uma oferta mais robusta, a Conab manteve sua previsão de exportações de milho em 46,5 milhões de toneladas para a safra 2025/26.
Caso o volume seja confirmado, representará um crescimento significativo em relação às 41,6 milhões de toneladas embarcadas no ciclo anterior.
No mercado doméstico, a demanda também permanece aquecida. A estatal manteve sua projeção de consumo interno em 94,9 milhões de toneladas, o maior volume já registrado no país.
O avanço é impulsionado principalmente pela expansão da produção de etanol de milho, segmento que vem ganhando relevância em estados produtores do Centro-Oeste, especialmente em Mato Grosso.
Estoques finais atingem maior nível em seis anos
A combinação entre maior produção e manutenção das projeções de consumo e exportação elevou a estimativa para os estoques finais de milho.
Agora, a Conab prevê estoques de 14,5 milhões de toneladas ao final da temporada 2025/26, mais de 1 milhão de toneladas acima da projeção do mês anterior. Caso se confirme, será o maior volume armazenado desde a safra 2019/20.
Soja também registra números históricos
Safra de soja é revisada para 180,6 milhões de toneladas
Além do milho, a Conab promoveu um ajuste na estimativa da safra brasileira de soja, já totalmente colhida.
A produção foi revisada para 180,6 milhões de toneladas, avanço de 0,2% em relação ao levantamento anterior e crescimento de 5,3% na comparação com a temporada passada.
O Brasil segue como o maior produtor e exportador mundial da oleaginosa, consolidando sua liderança no mercado internacional.
Exportações devem alcançar novo recorde
A estatal também elevou ligeiramente sua projeção para as exportações de soja, que agora podem atingir 116,3 milhões de toneladas, superando as 108,2 milhões de toneladas registradas no ciclo anterior.
Já o consumo interno permaneceu praticamente estável, estimado em 62,6 milhões de toneladas.
Produção total de grãos cresce mais de 2%
Considerando o conjunto de grãos e oleaginosas, a Conab estima que a safra brasileira de 2025/26 alcance 360,1 milhões de toneladas.
O volume representa um crescimento de 2,2% em relação à temporada passada e reforça a posição do agronegócio brasileiro como um dos principais motores da economia nacional, sustentado pela expansão da produtividade, pela demanda global e pelo fortalecimento das cadeias de exportação.

Hugo Fernandes é autor do Atibaia Connection e cobre notícias, política, negócios, tecnologia, esportes, entretenimento e estilo de vida. Seu foco é oferecer informações claras, atuais e relevantes, ajudando os leitores a acompanhar os principais acontecimentos e temas de interesse do dia a dia.

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