junho 5, 2026

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Soja sobe em Chicago nesta sexta com avanço do petróleo e ajustes técnicos antes do feriado nos EUA

Soja sobe em Chicago nesta sexta com avanço do petróleo e ajustes técnicos antes do feriado nos EUA

O mercado internacional da soja voltou a operar em alta nesta sexta-feira (22) na Bolsa de Chicago, após uma sequência de perdas ao longo da semana. O movimento é influenciado principalmente por ajustes de posições de investidores antes do feriado prolongado do Memorial Day, nos Estados Unidos, além da valorização do petróleo e da recuperação de outras commodities agrícolas.

No Brasil, os preços nos principais portos permaneciam estáveis nas primeiras negociações do dia, enquanto o mercado acompanhava a abertura do câmbio e os desdobramentos do cenário externo.

Contratos futuros da soja avançam em Chicago

Por volta das 7h15, no horário de Brasília, os contratos futuros da soja registravam ganhos entre 5 e 5,25 pontos na Bolsa de Chicago. O vencimento julho era negociado a US$ 11,99 por bushel, enquanto o agosto operava a US$ 11,98.

A alta acompanha o desempenho positivo do óleo de soja, além dos mercados de milho e trigo. Já o farelo de soja apresentava estabilidade nas negociações da manhã.

O mercado segue dividido entre fatores técnicos e fundamentos ligados à oferta e demanda global. Parte da recuperação observada nesta sexta ocorre após fortes ajustes negativos nos últimos pregões, levando fundos e traders a reposicionarem suas carteiras antes da pausa nos mercados norte-americanos na próxima segunda-feira (25).

Clima nos Estados Unidos continua no radar

Apesar da recuperação dos preços, o avanço acelerado do plantio da safra 2026/27 nos Estados Unidos ainda limita movimentos mais intensos de alta.

As condições climáticas seguem majoritariamente favoráveis nas regiões produtoras do Corn Belt, principal cinturão agrícola norte-americano. Ainda assim, operadores monitoram de perto qualquer mudança nas previsões meteorológicas para os próximos dias, já que alterações no clima podem impactar o potencial produtivo da nova safra.

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Nos mercados agrícolas globais, o comportamento do clima nos Estados Unidos costuma influenciar diretamente as cotações internacionais, afetando também os preços recebidos pelos produtores brasileiros.

Petróleo sobe e tensões geopolíticas voltam ao foco

Outro fator que contribui para a valorização da soja nesta sexta-feira é a alta do petróleo, que avançava mais de 2% no mercado internacional durante a manhã.

Investidores voltaram a demonstrar preocupação com o cenário geopolítico envolvendo Irã e Estados Unidos. Embora ainda exista expectativa por avanços diplomáticos entre os dois países, o mercado teme uma nova escalada das tensões na região do Oriente Médio.

As atenções também se concentram no Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de petróleo. O fechamento da passagem e a possibilidade de cobrança de pedágio na região aumentam as incertezas sobre a oferta global de energia, influenciando diretamente os preços do óleo e, consequentemente, do complexo soja.

Demanda por biocombustíveis sustenta mercado

Os investidores continuam avaliando os dados recentes divulgados pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que indicam um ritmo forte de esmagamento doméstico de soja e crescimento da demanda por biocombustíveis na temporada 2026/27.

Esse cenário ajuda a compensar parte da pressão provocada pelo avanço da colheita na América do Sul e pelos desafios logísticos observados em alguns países exportadores.

A demanda por óleo vegetal para a produção de combustíveis renováveis segue sendo um dos principais pontos de sustentação para o mercado internacional da soja, especialmente em um contexto de transição energética e aumento das metas de combustíveis limpos em diferentes economias.

Portos brasileiros mantêm estabilidade

No mercado brasileiro, os preços nos portos de Paranaguá (PR) e Rio Grande (RS) apresentavam estabilidade nas primeiras indicações desta sexta-feira.

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As referências giravam entre R$ 130 e R$ 131 por saca no mercado disponível, ainda à espera de maior definição do dólar ao longo do dia. Na sessão anterior, a moeda norte-americana encerrou com leve queda de 0,06%, cotada a R$ 5,00.

Produtores brasileiros seguem atentos ao comportamento de Chicago, do câmbio e da demanda internacional, fatores que continuam determinando o ritmo dos negócios no mercado físico.

Mercado segue atento ao cenário internacional

Com o feriado nos Estados Unidos se aproximando, a tendência é de maior cautela nas negociações ao longo do dia. O comportamento do petróleo, as condições climáticas no Corn Belt e o avanço da demanda por biocombustíveis devem continuar no centro das atenções do mercado global de soja nas próximas semanas.