dezembro 8, 2023

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Cientistas descobrem o crânio de um predador gigante muito antes da existência dos dinossauros: ScienceAlert

Cientistas descobrem o crânio de um predador gigante muito antes da existência dos dinossauros: ScienceAlert

Os dinossauros são famosos por serem os predadores mais terríveis dos tempos pré-históricos, mas um crânio recém-descoberto lança luz sobre uma fera temível que dominou a Terra 40 milhões de anos antes dos primeiros “lagartos terríveis” chegarem à Terra.

Um fóssil de 265 milhões de anos descoberto no Brasil revela o maior carnívoro de sua época, aquele que percorria a selva em busca de criaturas infelizes para roer.

“Este animal era uma fera de aparência estranha e deve ter causado grande medo em qualquer coisa que cruzasse seu caminho.” Ele diz A paleontóloga de Harvard Stephanie Pierce.

Um crânio fossilizado quase completo Pampafonus pikai Cerca de 36 cm (14,2 pol.) De comprimento foram descobertos com ossos esqueléticos próximos São Gabriel No sul do Brasil.

Pampafonos Se encaixa no ramo terapsídeo inicial Cabeça ampliadaum grande grupo de animais terrestres grandes e geralmente temíveis que já floresceram Tiranossauro Rex E colegas. Nem todos os dinossauros eram carnívoros, no entanto Pampafonos Claro que foi.

“O animal tinha presas grandes e afiadas, adaptadas para agarrar a presa.” Ele diz Felipe Pinheiro, paleontólogo da Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA) no Brasil.

“Seus dentes e estrutura do crânio sugerem que sua mordida era poderosa o suficiente para mastigar ossos, assim como as hienas modernas.”

Pampafonos Ele viveu no final Permianoantes do evento de extinção em massa – o maior de sempre – que eliminou 86% de todas as espécies animais da Terra.

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“O fóssil foi encontrado em rochas do Permiano Médio, numa área onde os ossos não são muito comuns, mas sempre guardam surpresas agradáveis.” Ele diz Primeiro autor Matthews A. Costa Santos, paleontólogo da UNIPAMPA.

Fósseis de outros decápodes já foram encontrados na Rússia e na África do Sul, mas… Pampafonus pikai É a única espécie conhecida no Brasil e a equipe afirma que se trata de um fóssil bem preservado.”Revela personagens novos e até então desconhecidos desta espécie“, já que um crânio menor foi encontrado em 2008.

“Em busca de algo novo Pampafonos “O crânio depois de muito tempo foi extremamente importante para aumentar nosso conhecimento sobre o animal”. Ele diz Santos, “que antes era difícil distinguir dos seus parentes russos”.

Reconstrução técnica Pampafonus pikai. (Márcio Castro)

Pampafonos Definitivamente não foi uma tarefa fácil. Esses animais eram enormes, com uma altura de 3 metros (10 pés) e um peso máximo estimado em 400 kg (882 libras).

Na última década, a mesma região forneceu provas desta PampafonosPresa potencial em Pequenos répteis Rastodonte E a Anfíbio enorme Konjokovia. Tamanho enorme Pampafonos Faz com que ambas as criaturas pareçam lanches.

Pampafonos “Ele desempenhou o mesmo papel ecológico dos grandes felinos modernos”, disse Pinheiro Ele diz. “Foi o maior predador terrestre que conhecemos do Permiano da América do Sul.”

Não foi apenas o seu tamanho que o fez Pampafonos se destacarem. Seus crânios eram densamente construídos, como muitos decapitanos, dando ao ramo seu nome apropriado, que se traduz como “cabeça terrível” em grego.

Crânio de um novo espécime de Pampaphoneus biccai
Crânio de um novo espécime de Pampaphoneus biccai. (Felipe Pinheiro)

Novas informações reveladas pela análise deste crânio levam os pesquisadores a acreditar que o maxilar atualmente não identificado é de uma versão maior e mais pobre do crânio. Pampafonus pikai. A equipe diz que são necessários mais fósseis para confirmar a hipótese, mas isso pode significar que a terrível cabeça que acabaram de estudar nem sequer é de um adulto.

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“Sua descoberta é fundamental para fornecer um vislumbre da estrutura social dos ecossistemas terrestres antes da maior extinção em massa de todos os tempos”, disse Pearce. Ele diz. “Uma descoberta impressionante que demonstra a importância global do registro fóssil do Brasil.”

A pesquisa foi publicada em Jornal Zoológico da Sociedade Linneana.