Com o objetivo de implementar políticas públicas voltadas para a saúde no que se refere a pacientes com deficiência auditiva, a Prefeitura da Estância de Atibaia lança na próxima terça-feira (18), às 10h, em cerimônia no Centro de Convenções e Eventos Victor Brecheret, o Programa Ouvir Mais, que terá um aporte de R$ 800 mil feito pelo município.

O objetivo do programa é zerar a fila de espera por aparelhos auditivos no município. De acordo com a Secretaria de Saúde, hoje há um déficit de 726 atendimentos, uma vez que o município de Atibaia é contemplado pelo Estado de São Paulo mensalmente com sete aparelhos, destinados, principalmente, a dois grupos prioritários (crianças e pessoas economicamente ativas). Esse número, ainda segundo a Secretaria, fica bem abaixo da demanda que é três vezes maior, consequentemente há a formação da fila de espera.

E, para dar celeridade a esse atendimento, a Prefeitura já estabeleceu contato com os primeiros 480 pacientes que serão atendidos nessa primeira fase, com  a expectativa de confecção de até 960 aparelhos. Durante a celebração do convênio com a entidade ATEAL Jundiaí, os pacientes também assinarão um termo de interesse pelo aparelho com a Prefeitura. A partir daí, os procedimentos para a confecção dos aparelhos, que são personalizados, serão iniciados. Esse trabalho será realizado dentro de 11 meses. Nesse período, continuará o fornecimento de 77 aparelhos pelo Estado de São Paulo, por meio da Central de Vagas.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), de 2015, cerca de 28 milhões de brasileiros possuem deficiência auditiva, o que representa 14% da população do país. Para Atibaia, a estimativa é de cerca de 7 mil pessoas com deficiência auditiva, sendo 1.500 com grau severo.  O professor Ricardo Bento, da Faculdade de Medicina da USP, afirma que está aumentando o número de pessoas com surdez no Brasil devido a diversos fatores. Tais como, o aumento de expectativa de vida, que após os 60 anos começa a apresentar perdas auditivas significativas; a exposição a ruídos em oficinas mecânicas, indústrias, metalúrgicas principalmente pela falta do uso de protetores auditivos; e uso de aparelhos de som, fones de ouvido e celulares com volumes elevados.

Informações à Imprensa: Prefeitura da Estância de Atibaia

Deixe uma resposta