Quando desembarcavam no Brasil, os povos escravizados da África traziam mais do que humilhação e tristeza. Também tinham dentro do peito suas crenças e tradições. Sementes que resistiram ao chicote e todas as formas de imposição para brotarem como manifestações religiosas e culturais. 

Cinco séculos após o início dessa diáspora africana é possível notar a imensidão de influências que saíram das senzalas para definir uma autêntica identidade brasileira presente na miscigenação, sincretismo, música, culinária, dicionário e moda. Muito disso atribuído a uma fé em divindades africanas que recebeu o nome de Candomblé.

Foto: Reprodução

Esse é tema da Exposição Agô Nilê, mostra organizada pela Casa de Ketu Ilê do Oxossy de Atibaia. A exposição abre no domingo, dia 11 de novembro, às 16h e conta com elementos sagrados, vestes típicas usadas em cerimônias e fotografias que registram ritos de iniciação e festas oferecidas aos orixás. O nome da mostra tem origem no idioma ioruba e significa permissão para entrar em sua casa.

A ideia da montagem é apresentar a religião através da estética com uso de artefatos e imagens que mostram a realidade de um terreiro e como são os rituais, despertando uma reflexão sobre os tabus que rodeiam os Orixás e a luta do negro escravo para manter suas heranças.

Foto: Reprodução

A exposição tem o apoio da Prefeitura Municipal da Estância de Atibaia através da Secretaria Municipal de Cultura e Eventos e fica disponível até o dia 21 de novembro, de terça a domingo das 11h às 17h. O Centro Cultural André Carneiro fica na Rua José Lucas, 28, no Centro de Atibaia, em frente à Igreja Matriz. A entrada é gratuita.

Informações à Imprensa: Jean Takada

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