Desmistificando a crença de que toda criança nasce e cresce feliz, para muitos a infância é bem conturbada no seio familiar, devido aos desajustes paternos. Todo o efeito gerado no lar, seja positivo ou negativo, reflete na escola.

É difícil de entender o que acontece com determinados alunos, que têm seu potencial cognitivo bloqueado por conta de problemas familiares. Além disso, há crianças com necessidades especiais, sejam elas físicas, mentais ou sociais, que podem interferir no âmbito escolar e/ou na aprendizagem.

Todos os indivíduos, em seu período de formação, estão ligados ao lar e à escola.

De forma bem simples, clara e resumida descreverei algumas situações.

Quanto à sua formação física, cabe o acompanhamento pediátrico desde o momento do seu nascimento, seja com o intuito de tratar ou de prevenir algum mal; alimentação saudável também é muito importante para evitar quaisquer transtornos; não haveria necessidade de falar que as crianças precisam de  bons tratos, mas, enfim, dizer isso nunca é demais.

Quanto à formação mental, os mesmos procedimentos da saúde física: boa alimentação, bons tratos, acompanhamento psicológico, psiquiátrico, se for o caso, bem como uma boa convivência com os indivíduos que o cercam, pois lares desestruturados interferem na saúde mental da criança.

Quanto à formação social, esse realmente é um dos pontos mais críticos ultimamente, na minha opinião. Não somos constituídos apenas de naturezas biológica e intelectual, mas também de natureza cultural. Carregamos conosco uma bagagem de conhecimentos que representa o modo de vida de um povo ou de uma sociedade. Cada aluno leva a sua bagagem para a sala de aula. Então começam os atritos. Além de bullyings físicos e intelectuais, que algums alunos sofrem por suas deficiências, também sofrem pelas suas diferenças sociais. Nessa hora entram os valores morais, éticos, religiosos ou não.

Também há alunos antissociais. Não respeitam regras, valores, pessoas, enfim, nada. As normas sociais existem para que as pessoas vivam em harmonia. Têm comportamentos desajustados tipicamente perturbadores e disfuncionais para a convivência com outros seres humanos. Levam esses distúrbios para a sala de aula desencadeando uma série de conflitos e a higiene mental adoece e,  assim como num efeito dominó, cada passo vai sentindo esse impacto negativo.

Há uma dimensão considerável de diferenças individuais na sala de aula. Portanto, situações que podem gerar frustrações e sentimentos de fracassos na classe devem ser evitadas. Todo estímulo positivo se faz necessário para que o aluno se sinta capaz e atinja o mais alto nível de satisfação durante o processo de ensino-aprendizagem.

A disciplina é necessária e é parte integrante da saúde mental na classe, quando vista de maneira produtiva. Cabe ao professor trabalhar a higiene mental na sala de aula, de forma positiva, buscando os ajustes necessários para todos os educandos. Mas esta responsabilidade também faz parte da competência dos psicólogos, dos psiquiatras, dos médicos em geral, bem como dos pais ou responsáveis, enfim, de todos os envolvidos no desenvolvimento desses alunos.

A melhor maneira de enfrentar o problema da saúde mental na escola é a prevenção e não tentar corrigir o prejuízo sofrido. Atente-se a isso!

Por: Marly de Souza