Com uma rica programação cultural que contempla o protagonismo dos índios brasileiros, o Sesc-SP apresenta o Abril Indígena com o objetivo de reafirmar a construção de uma sociedade cada vez mais consciente de sua heterogeneidade. No ano de 2019, a iniciativa aborda como assunto principal a luta dos povos indígenas por seus territórios, a fim de promover o respeito à diferença.

Foto: Reprodução (SESC-SP)

Através de manifestações culturais, rodas de conversa, apresentações artísticas, oficinas e momentos de convivência, a ação busca não somente a possibilidade do público ter contato com a alteridade e a diversidade relativas a diversos povos, mas, principalmente, perceba os indígenas como ativos cidadãos brasileiros, potentes defensores de direitos que visam à construção de uma sociedade mais equitativa, democrática e humana. No município de Jundiaí, a programação tem início no dia 07 de abril e segue até o dia 28 do mesmo mês.

Foto: Reprodução (SESC-SP)

De acordo com as informações do Instituto Socioambiental – ISA, estima-se que atualmente vivam mais de 5 mil povos indígenas em nosso planeta, somando-se uma média de 370 milhões de pessoas. Segundo o censo de 2010, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, aqui no Brasil, vivem cerca de 305 etnias, falantes de mais 274 línguas e dialetos.

Foto: Reprodução (SESC-SP)

São povos com línguas, hábitos e características físicas bem diferentes uns dos outros e que estabelecem relações variáveis com seus respectivos territórios, tendo em vista uma série de fatores históricos e culturais.

Foto: Reprodução (SESC-SP)

Apesar de tal diversidade, entre todos esses grupos, o território é o fator vital e indispensável para a existência e atualização de seus modos de ser e de bem-viver.

O Sesc Jundiaí localiza-se na Av. Antonio Frederico Ozanan, 6600. Informações: (11) 4583-4900.

Foto: Reprodução (SESC-SP)

Confira a programação:

CONTAÇÕES DE HISTÓRIAS

SAPATOS TROCADOS

Contam que o tatu Kapaxi era o animal mais rápido do mundo e tinha como missão ser o mensageiro do reino animal, pois havia ganhado de Tuminkery, o criador de todas as coisas, um par de sapatos mágicos. Em uma grande festa dada pelo Jabuti, o Tatu teve seus sapatos trocados. Mas, onde foram parar os sapatos mágicos do Tatu? Com Makunaicontos.

Dia 7. Domingo, 11h

Biblioteca | livre | Grátis

BOCA DA NOITE

O que será que acontece quando o sol mergulha no rio? Dois irmãos, Dum e Kupai, buscando respostas, sobem na laje do trovão, o lugar mais perigoso da aldeia!

O medo aumenta quando o pai utiliza a expressão “boca da noite”, a boca que engole a noite. A história aborda a infância, da família, do cotidiano e da criatividade do povo Wapichana.

Com Makunaicontos.

Dia 14. Domingo, 11h às 12h

Biblioteca | livre | Grátis

A ONÇA E O FOGO

A história escrita por Cristino Wapichana resgata um bela lenda que narra o resultado do duelo travado entre a onça e o fogo em um tempo fantástico no qual os homens viviam em plena harmonia com os animais e a natureza.

Com Makunaicontos.

Dia 21. Domingo, 11h

Biblioteca | livre | Grátis

CEUCI – A VELHA GULOSA

Uma história de uma velha conhecia como Mãe do Pranto ou Ceuci, a velha gulosa. Ceuci devora tudo o que vê, mas nunca se farta. Um dia ela encontra um menino e, claro, deseja comê-lo assado. Leva-o para sua casa e enquanto vai buscar lenha, a filha de Ceuci, o liberta. A filha orienta o menino a fugir para o pé de uma árvore…Aí começa a fuga do menino e da filha de Ceuci, onde os dois vivem diversas aventuras, enquanto Ceuci, com seu canto assustador os persegue. Com Makunaicontos.

Dia 28. Domingo, 11h

Biblioteca | livre | Grátis

OFICINAS

INSTRUMENTOS MUSICAIS INDÍGENAS: MARACAS

Vamos aprender o processo de produção de utensílios sagrados e sua musicalidade. Neste primeiro dia, vamos conhecer as maracas, instrumentos utilizados em processos espirituais e de cura e para acompanhar cantigas. Com indígenas da região de Jundiaí.

Esta oficina será realizada durante a ‘Feira de Trocas’.

Dia 13. Sábado, 14h30 às 16h

Terraço Panorâmico | 20 vagas | livre | Grátis

Entrega de senhas no local,

30 minutos antes.

Os participantes poderão levar o objeto produzido.

INSTRUMENTOS MUSICAIS INDÍGENAS: APITOS

Nas oficinas de instrumentos musicais indígenas, vamos aprender o processo de produção de utensílios sagrados e sua musicalidade. Hoje, veremos como fabricar apitos, que são utilizados tanto para chamar pássaros como para comunicar-se com seres encantados. Com indígenas da região de Jundiaí.

Esta oficina será realizada durante a ‘Feira de Trocas’.

Dia 14. Domingo, 14h30 às 16h

Terraço Panorâmico | 20 vagas | livre | Grátis

Entrega de senhas no local,

30 minutos antes.

Os participantes poderão levar

o objeto produzido.

PINTURA CORPORAL

Para os indígenas a pintura tem vários significados : proteção da pele, proteção de insetos, enfeite e até para proteger o espírito.

As tintas são pigmentos naturais de sementes ou plantas e duram até dez dias na pele. Com indígenas

da etnia Guarani.

Dia 20. Sábado, 10h30 às 12h

Espaço de Tecnologias e Artes |

30 vagas | livre | Grátis

Entrega de senhas no local,

30 minutos antes.

ARCO E FLECHA

O arco e flecha para o povo Guarani tem um significado imenso, ligado a subsistência e nos dias de hoje também à sustentabilidade. Caça, pesca, meio ambiente, concentração, equilíbrio, esporte olímpico e cultura. Venha aprender a confeccionar seu arco e sua flecha. Com indígenas da etnia Guarani.

Dia 21. Domingo, 10h30 às 12h

Espaço de Tecnologias e Artes | 30 vagas | livre | Grátis

Entrega de senhas no local,

30 minutos antes.

ARTESANATO

Pulseiras, brincos, anéis, tornozeleiras, instrumentos musicais são feitos pelos indígenas utilizando tudo que a Natureza dispensa .

Por exemplos: palhas, penas, sementes, caroços, cipós e etc. Com indígenas da etnia Guarani.

Dia 21. Domingo, 14h às 16h

Espaço de Tecnologias e Artes | 30 vagas | livre | Grátis

Entrega de senhas no local,

30 minutos antes.

SHOW

OZ GUARANI

O grupo de Rap indígena é formado por jovens guerreiros Guarani M’byá, residentes da Terra Indígena Jaraguá em São Paulo. As canções falam de resistência e de fortalecimento da luta indígena por seus direitos. A musicalidade do grupo é uma imersão na cultura Guarani sonorizada e entrelaçada entre os idiomas do português e a língua nativa Guarani. A música indígena numa manifestação musical popular contemporânea, trazendo uma nova leitura no recorte musical do Hip Hop.

Dia 18. Quinta, 17h30

Terraço Panorâmico | livre | Grátis Sujeito a alteração de local e

quantidade de vagas, em razão de

condições climáticas.

BATE-PAPO

RESISTÊNCIA INDÍGENA: TERRA E FEMINISMO

A ideia é chamar atenção para os caminhos e possibilidades de resistência a partir de uma reflexão sobre feminismo, corpos e terras indígenas, papel da sociedade diante de um legado histórico de opressão e extermínio. Com Fabiane Medina da Cruz (AVA-Guarani, Mestre em Sociologia UFGD) e Oz Guarani (primeiro grupo de rap indígena de São Paulo). X Dia 17. Quarta, 19h

Biblioteca | 40 vagas | livre | Grátis

Entrega de senhas no local,

30 minutos antes.

VIVÊNCIA

TEKOA JAEXAA PORÃ

O canto e a dança para o indígena Guarani é a expressão do sagrado: a reza (gratidão a Nhanderu), celebração pela colheita, pelo plantio. Cantar e dançar para ensinar a história, o passado, os ensinamentos. Em 2017 o povo Guarani lançou um CD com seus cantos de celebração e irão nos mostrar um pouco de sua música e tradição. Com representantes do povo Guarani.

Dia 20. Sábado, 17h

Área de Convivência | livre | Grátis Divulgação

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