Sistema conserva solo e a água sem perda na produção. Trabalho tem apoio de pesquisadores do IPÊ, ONG que participa da Festa das Flores e Morangos de Atibaia.

A conservação dos recursos hídricos do Sistema Cantareira está relacionada, além da necessidade de reflorestamento das áreas de mananciais, também à forma de produção e uso do solo nas suas áreas de influência, em algumas cidades do estado de São Paulo e Minas Gerais. Um solo muito degradado não tem capacidade de reter a água que abastece nascentes e corpos d’água e é um problema tanto para o armazenamento hídrico quanto para a produção em ambientes rurais, provocando erosões e enxurradas.

Desta forma, pesquisadores do IPÊ – Instituto de Pesquisas Ecológicas, por meio do projeto “Semeando Água” (entre 2013 e 2015), incentivaram pequenos produtores de gado dos municípios de Nazaré Paulista, Joanópolis, Piracaia e Bragança Paulista (SP) e ainda de Itapeva e Extrema (MG), a experimentarem um novo modelo de pastagem ecológica. Esse trabalho será apresentado aos visitantes e expositores da Festa de Flores e Morangos de Atibaia. A ideia é recuperar o solo, muitas vezes degradado, devolvendo a ele sua função de absorver água e garantindo benefícios econômicos para o produtor.

Preservação do solo

“Hoje cerca de 50% da região é formada por pastagem degradada, ou seja, podemos supor que proporcionalmente cerca de 50% da água do sistema passa por esse tipo de ocupação. Por isso é importante o manejo adequado dessas áreas. Uma alternativa é o manejo ecológico da pastagem, que concilia ganhos na produtividade e o bem-estar animal, já que melhora as condições ambientais na propriedade, agindo especialmente na diminuição da sedimentação e no aumento do armazenamento da água nos lençóis freáticos”, explica o coordenador do projeto, Alexandre Uezu.

Junto com os proprietários rurais locais, os pesquisadores do IPÊ converteram 30 hectares de pastagem convencional para o chamado “Manejo de Pastagem Ecológica” ou “Pastoreio Rotacional”. Na prática, o pasto é dividido em parcelas, o gado circula por etapas e as áreas que descansam sem a presença dos animais produzem o capim mais rapidamente e ajuda a reter a água da chuva e a alimentar os lençóis freáticos.

“Com o manejo ecológico você consegue colocar mais animal na mesma área com ganho de peso melhor do que era. Aqui na fazenda, aferimos um ganho de 600 gramas por dia por cabeça de gado. A diferença desse projeto é que ele tem o componente econômico junto com o ambiental. Ajuda a preservação de água e melhora a produção”, diz Miguel Uchôa, proprietário rural do município de Piracaia.

Serviço:

Festa de Flores e Morangos de Atibaia
Data: de 02 até 25 de setembro de 2016
As sextas, sábados e domingos – incluindo dias 07 e 08, quarta-feira e quinta-feira
Horários: das 09h até 18h
Local: Parque Municipal Edmundo Zanoni, Av. Horácio Neto, 1030
Cidade: Atibaia, SP
Telefone – 0800-555-979
www.floresemorangos.com.br

Por: Festa das Flores e Morangos de Atibaia