Levantamento da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe),recém-divulgado, mostra o que já era esperado: a quantidade de resíduos gerados por dia cresceu, chegando a 214,8 mil toneladas, ou seja, atingimos 78,4 milhões de toneladas em 2017, aumento de 1% em relação a 2016. O índice per capita também subiu, em 0,48%, no território brasileiro.

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Apesar de o índice parecer pequeno de um ano para o outro, o resultado é preocupante, diz o especialista em resíduos urbanos e presidente da empresa da FRAL Consultoria, Rodrigo Oliveira. “A geração de lixo pela população é progressiva. Para se ter uma ideia, entre 2009 e 2015, o mesmo estudo mostrou um incremento de cerca de 9%. São muitos os fatores que levam a este cenário. Um deles é falta de conscientização, por falta de incentivos econômicos que levem os cidadãos a entenderem quanto se gasta para coletar, destinar e tratar os resíduos sólidos, o que também leva a um alto índice de desperdício. Este panorama prejudica também a coleta seletiva, pois os cidadãos não se dedicam a segregar o material reciclável corretamente, portanto, não há perspectiva de melhora”, diz.

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Outro ponto de atenção, destaca Rodrigo, é o aumento de municípios que dão destinação inadequada ao lixo. Em 2017, foram 1.610, 3% a maisque em 2016. “Já há anos desde a implantação da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), que previa a erradicação dos lixões em 2014. A data foi postergada para 2021, mas poucos avanços são notados desde então, visto que ainda há quase 3 mil depósitos que precisam ser extintos”.

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