Pesquisadores da Universidade do Estado do Pará (UEPA) descobriram que as chamadas macrófitas, plantas aquáticas que crescem de forma nociva nos mananciais de Belém, podem ser usadas como fonte de energia.

Apesar da existência das macrófitas ameaçar a biodiversidade dos lagos Bolonha e Água Preta, sua decomposição pode ser usada para a produção de gás natural de qualidade que pode ser usado como combustível.

A pesquisa realizada pela UEPA aponta que há uma diferença na quantidade de biogás produzido com as plantas – quando a biomassa é de origem animal, a quantidade de gás é ligeiramente maior. A solução encontrada pelos cientistas foi triturar os vegetais, garantindo uma liberação maior de gás natural durante a decomposição. Segundo os pesquisadores, “quando há um tratamento da biomassa de origem vegetal como trituração, esta diferença basicamente deixa de existir”.

A utilização das plantas como fonte de combustível é uma forma ambientalmente responsável de lidar com a proliferação dos vegetais que se espalham como uma praga nos lagos que abastecem Belém.

Segundo o professor doutor em engenharia de recursos naturais, Marcelo Raiol, a energia produzida nos biodigestores pode ser conectada na rede da concessionária de energia, diminuindo a conta de luz do consumidor.

“Esta energia elétrica produzida pode ser conectada à rede da concessionária, trazendo ganhos como diminuição do custo com energia elétrica ao consumidor; diminuição da emanação de metano para atmosfera, reduzindo o impacto para o efeito estufa, e aumento da disponibilidade de energia elétrica produzida por hidrelétricas. Fora isso, há ainda o efeito social, com a geração de empregos para a instalação de plantas termoelétricas à biogás”, enumera.

Fonte: www.ambienteenergia.com.br