Dona de uma história ímpar, de uma mulher que nasceu pobre, negra no morro e se aventurou a cantar um estilo dominado por homens, dona de sucessos e parcerias inesquecíveis que encantam a todos que a elas escutam, dona de uma voz particular e de uma ginga que a tornou rainha. Dona Ivone Lara sim, senhor! Dona do samba.

Nascida em Botafogo, zona sul do Rio de Janeiro, no ano de 1921, Ivone Lara viveu e presenciou o nascimento do samba carioca, e sempre foi fiel às suas raízes. Não à toa, ficou conhecida como a Grande Dama do Samba ou a Rainha do Samba. Nomes pomposos e cheios de brilho, para uma mulher simples que preferia ser chamada de “dona”.

O primeiro samba, compôs quando tinha apenas 12 anos de idade, e o sucesso veio em grandes clássicos da nossa música como “Sonho Meu” e “Alguém Me Avisou”.

Com a morte de Ivone Lara, o samba perde mais um de seus expoentes. O pandeiro perde o compasso, o cavaquinho desafina e a cuíca chora baixinho. No entanto, resta a nós lembrar o legado que fica e cuidar muito bem do samba, enquanto a sua “dona” foi subir o morro novamente e ali, pertinho do céu, decidiu subir mais um pouco. Salve Dona Ivone Lara!

Por: Flávio Rodrigues, músico e redator

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