Casos de zika e chikungunya não foram ainda relatados na cidade

A Secretaria Municipal de Saúde realizou na tarde de terça-feira, dia 23, uma audiência pública para apresentar os dados do 3º quadrimestre de 2015. Entre as apresentações, foram informadas as ações contra a dengue. Os casos caíram drasticamente, mas especialistas alertam que os meses com maior risco são março e abril.

O diretor do Departamento de Vigilância em Saúde, Celso Maruta, informou que os dados de 2015 sobre total de casos não foram oficialmente fechados, pois ainda há necessidade de algumas confirmações. A média do ano, no entanto, foi de 1.400 confirmações de dengue. Em janeiro de 2016, há um caso confirmado. Celso diz que não houve, até o momento, registros de zika e chikungunya na cidade.

Sobre a queda nos casos em 2016, Celso explica que entre janeiro e fevereiro, com as chuvas constantes, o ambiente é menos propício para o desenvolvimento das larvas do mosquito aedes aegypti. Quando a chuva parar, no entanto, entre março e abril, é que existe o grande risco de aparecerem novos casos. Por isso as campanhas continuam intensas na cidade. Durante todo o ano de 2015 ocorreram 5.060 visitas casa a casa, 562 vistorias em pontos estratégicos e 3.159 bloqueios de controle de criadouros.

Para este ano, já ocorreram campanhas e, a partir de segunda-feira, de acordo com Celso, haverá mutirões no Jardim Imperial, Cerejeiras, Caetetuba e Alvinópolis, bairros que mais registraram casos em 2015.

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Outros Dados

Durante a audiência, foram apresentados também outros dados, como número de consultas básicas e com especialistas, atendimentos na Santa Casa, programa de atendimento domiciliar de pacientes, acompanhamento de gestantes, registros de doenças e vistorias da Vigilância Sanitária.

Os indicadores maternos, apresentados pela Dra. Rita Bergo, gerente da Divisão de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde, melhoraram com relação ao número de consultas de pré-natal. O ideal é que as gestantes façam ao menos sete consultas e no terceiro quadrimestre de 2015, 74,7% das gestantes atingiram essa meta. O valor de referência é que 70% das gestantes façam mais de sete consultas.

A duração das gestações, no entanto, ainda não alcançou a meta esperada. Pela referência, ao menos 90% das grávidas devem passar da 36ª semana de gestação. Período ideal para o bebê não nascer prematuro. No primeiro quadrimestre de 2015, 84% das grávidas passaram da 36ª semana; no segundo quadrimestre, 83,9% e no terceiro quadrimestre, 83,5%.

A mortalidade infantil diminuiu, mas ainda está acima do valor de referência (10,95 mortes até o primeiro ano de vida por mil nascidos vivos). No primeiro quadrimestre de 2015, o índice de mortalidade infantil ficou em 18,97; no segundo quadrimestre, 17,8 e no terceiro quadrimestre, 15,9. Segundo a Dra. Rita, a maior parte das mortes é de recém-nascidos.

Ao apresentar o quadro de doenças notificadas, chama a atenção o total de casos de sífilis. Foram 15 casos de sífilis congênita (no bebê), 23 casos em gestantes e 62 casos latentes. “A maior parte é registrada em casais heterossexuais e a doença, pelos números, se mostra presente na cidade, havendo necessidade de mis campanhas e orientações”, destacou Drs. Rita.

O fechamento da audiência foi dado pela secretária de Saúde, Maria Amélia Sakamiti Roda, que destacou a meta de fortalecer a atenção básica, a revitalização das unidades básicas de saúde, com reformas e novos equipamentos e o investimento na Secretaria. “Nos últimos três anos, investimos em média 25% do orçamento municipal, ao ano, na Saúde. A obrigação legal é de 15%. Estamos mantendo um alto investimento no setor, para melhor atender a população”, finalizou Maria Amélia.

Fonte: O Atibaiense