Chiclete pode entrar na categoria de materiais recicláveis? Se depender do poder de criatividade de algumas pessoas aliado à ciência, talvez sim!

Osvaldo Leonel Júnior, um estudante de Química nas Faculdades Integradas de Avaré achou um destino diferente para a goma de mascar. O estudante desenvolveu uma resina obtida de goma de mascar consumida: a Ecogoma.

Em sua composição há 3 tipos de polímeros: acetato de vinila, borracha butílica e poliisobutileno (nomes nada comuns!), além da própria goma de mascar. Desta maneira, o chiclete consumido é descartado de uma maneira ecologicamente correta, uma vez que não é depositado em aterros sanitários ou jogado na natureza.

O que talvez o estudante não imaginasse seria que a sua invenção se tornasse uma demanda do mercado de consumo, uma vez que seu propósito visava apenas estudos científicos de fins acadêmicos. Uma empresa produtora de resinas a qual Osvaldo é sócio, a Ecological Plásticos,  foi convidada a criar e desenvolver o material.

Osvaldo também foi procurado por outras empresas, como a americana TerraCycle, que viabilizou o processo de transformação do chiclete, fazendo com que este se tornasse a Ecogoma, matéria-prima de outros produtos.

A logística reversa das gomas consumidas também é feita pela TerraCycle. A empresa oferece o suporte necessário para que novas pesquisas da área sejam sempre desenvolvidas, além de fornecer materiais utilizados em testes.

A Ecogoma é utilizada de diversas maneiras: pode ser usada tanto como impermeabilização de produtos, como também pode sofrer transformações de mesma natureza de outras matérias-primas para reciclagem de plásticos!

O composto já está sendo comercializado pela Ecological Plásticos (clique aqui e entre no site oficial), que produz cerca de 40 toneladas da goma por mês.

Por Renan Fatibello Alves

Fonte de dados: ecycle.com.br